Uma valência da Psicologia Clínica que tem como objetivo o acompanhamento psicológico com o intuito de compreender os pensamentos, emoções e os comportamentos dos praticantes e outros agentes envolvidos na prática do desporto e da atividade física, perspetivando-se o desempenho desportivo, independentemente dos seus objetivos, como um meio para a promoção da Saúde, Bem-estar e Qualidade de Vida.

A consulta de Psicologia do Desporto tem como objetivos específicos o controlo emocional, a motivação, o relaxamento e respiração, a concentração, a formulação de objetivos, o conhecimento de Si-mesmo e a preparação psicológica para as competições. Estrutura-se em sessões individualizadas, tanto no gabinete como no local da prática desportiva, com momentos de proximidade a todos os agentes desportivos, onde se procurará conhecer no terreno os desafios e a melhor forma de os perspetivar.
 

Dr. Mark Serrano
Áreas: Psicologia Clínica; Psicologia do Desporto; Psicoterapia

Por volta dos anos 20 e 30 foi criado o primeiro laboratório do mundo de Psicologia do Desporto?

A Psicologia do Desporto não serve para tratar dores ou lesões, mas sim para entender e melhorar o rendimento dos atletas e equipas desportivas?

A ansiedade faz com que os músculos fiquem mais rígidos, conduz à fadiga, à descoordenação motora e, no limite, pode causar lesões?

A Psicologia do Desporto ajuda a construir a autoconfiança?

A intervenção psicológica no desporto verifica-se a diferentes níveis, pelo que a prática de um psicólogo de desporto deve assentar na flexibilidade e responsividade na escolha de um adequado modo de intervenção. O acompanhamento é um modo de intervir fundamental no estudo psicológico dos desportistas, exigindo uma presença constante e próxima do psicólogo junto dos agentes desportivos, criando espaços para estudar e compreender os atletas nos treinos, estágios e competições, assim como em sessão individualizada. 
 O seu trabalho é realizado segundo moldes de total confiança, usando da maior discrição, não divulgando os dados que possui ou obtém, e não participando nas ‘glórias ou sucessos’ da sua equipa, afastando-se das situações de promoção e de sensacionalismo. 
    Ora, na posse de conhecimentos sobre as características psicológicas do atleta, pode não só proporcionar situações de sucesso desportivo e/ou pessoal, como prevenir muitos factores negativos que a prática desportiva pode provocar (fracasso, frustração, perda de confiança, etc.).
    Porém, o conhecimento das características psicológicas do atleta não é, por si só, suficiente para o apoiar psicologicamente na competição. Cada um apresenta reacções e comportamentos diferentes ao enfrentar as provas. Por sua vez, consoante o grau ou importância daquelas, o valor dos adversários, etc., verifica-se, também, uma variação no próprio atleta. Assim como, muitos factores que antecedem e envolvem a competição são, também, geradores de alterações ou perturbações do rendimento considerado normal ou desejado. 
     
E, por fim, é extremamente crucial estudar e perceber todo o envolvimento do atleta, desde a sua vida afectiva ao seu relacionamento social, os seus problemas e dificuldades na actividade desportiva, no trabalho, nos estudos e procurar intervir nesse envolvimento, descobrindo e criando relações positivas, de modo a poder resolver factores negativos ou nocivos, melhorando as condições para um mais eficaz equilíbrio e bem-estar, seguindo de perto toda a sua evolução.

Mark Serrano